segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Jornal de Saúde.com.br: A Tuberculose no Brasil e no mundo, ainda adoece crianças e adultos e Memorial em Porto Alegre resgata a história do primeiro hospital gaúcho contra a tuberculose

 

A Tuberculose no Brasil e no mundo, ainda adoece crianças e adultos

Os dados mais recentes mostram que a tuberculose continua sendo uma das principais doenças infecciosas do mundo, mas hoje é uma doença curável na grande maioria dos casos quando diagnosticada e tratada corretamente.

Quantos casos existem?

No mundo:

  • Em 2024, a OMS estimou 10,7 milhões de pessoas que adoeceram de tuberculose.
  • Cerca de 1,2 milhão eram crianças.
  • A doença provocou aproximadamente 1,2 milhão de mortes entre pessoas sem HIV, além das mortes associadas ao HIV.
  • Foram 8,3 milhões de casos novos efetivamente diagnosticados e notificados em 2024. A diferença para 10,7 milhões representa, em grande parte, pessoas que adoeceram mas não foram diagnosticadas/notificadas.

No Brasil:

  • O Ministério da Saúde registra mais de 84 mil casos novos por ano.
  • O país registra aproximadamente 6 mil mortes anuais por tuberculose.
  • Um boletim nacional mais recente informa 84.308 casos novos em determinado período de referência recente.

E o tratamento? Houve avanço importante

O tratamento tradicional da tuberculose sensível aos medicamentos continua sendo de 6 meses:

2 meses: rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol
4 meses seguintes: rifampicina + isoniazida.

No Brasil, esse tratamento é gratuito pelo SUS.

Mas existe uma novidade importante: a OMS já recomenda um esquema de 4 meses para determinados adolescentes e adultos com tuberculose pulmonar sensível aos medicamentos, utilizando isoniazida, rifapentina, moxifloxacino e pirazinamida inicialmente, seguido de isoniazida, rifapentina e moxifloxacino.

Porém, esse esquema de 4 meses ainda não é o tratamento padrão disponibilizado de forma ampla no Brasil; o esquema brasileiro padrão continua sendo de 6 meses.

E quando a bactéria é resistente?

Essa é uma das partes mais preocupantes atualmente. A tuberculose resistente à rifampicina ou multirresistente (MDR/RR-TB) exige tratamento diferente.

A OMS atualizou as recomendações em 2025 e passou a dar grande importância a esquemas orais de apenas 6 meses, como o BPaLM e o BDLLfxC, para pacientes que se enquadram nos critérios.

Isso é uma evolução enorme em relação aos antigos tratamentos muito mais longos e com maior quantidade de medicamentos.

Um ponto que considero particularmente importante

A tuberculose não deve ser confundida com uma doença necessariamente incurável ou permanente. O problema atual está muito mais relacionado a:

  • diagnóstico tardio;
  • pessoas que não conseguem completar o tratamento;
  • transmissão dentro de famílias e ambientes fechados;
  • resistência aos antibióticos;
  • condições sociais que favorecem a doença;
  • dificuldade de acesso ao diagnóstico e acompanhamento.

A OMS estima que os esforços de combate à tuberculose desde 2000 já tenham salvado cerca de 83 milhões de vidas.

Se você quiser, posso fazer uma análise para o Jornal de Saúde, comparando Brasil × EUA × Europa, mostrando número de casos, mortes, taxa de cura, tempo de tratamento, medicamentos utilizados e quanto o SUS gasta por paciente. Isso daria uma matéria bastante interessante.

Dados coletados através de pesquisa junto ao chatgvt pela editoria do Jornal de Saúde

 

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