terça-feira, 28 de julho de 2026

Leia no jornaldesaude.com.br: CURA DA AIDS OU HIV+: É para se comemorar, sim, e se precaver, o vírus pode infectar novamente

 




É para se comemorar, sim, e se precaver, o vírus pode infectar novamente

 

De Roberto Peixoto
Folha de S.Paulo
Dois novos casos de pessoas consideradas curadas do HIV são anunciados

De Claudia Collucci

Leia com atenção essa breve pesquisa fieta pelo Jornal de Saúde

13 casos de cura de aids ou hiv+, mesmos essas pessoas podem pegar o virus novamente e adoecer, certo

Sim. Em princípio, sim.

Os cerca de 13 casos amplamente divulgados de remissão ou cura do HIV (o número pode mudar à medida que novos casos são confirmados) não significam que essas pessoas se tornaram imunes ao vírus.

Na maioria desses casos:

  • A pessoa foi considerada em remissão de longo prazo ou, em alguns casos, funcionalmente curada, porque não há vírus detectável sem tratamento.
  • Muitas receberam um transplante de células-tronco de doadores com uma mutação genética rara (CCR5-delta32), procedimento feito para tratar cânceres do sangue, não o HIV em si.
  • Isso não garante proteção contra uma nova infecção. Dependendo da cepa do HIV e das circunstâncias, elas ainda podem ser reinfectadas.

Há uma exceção importante:

  • Pessoas que receberam células com a mutação CCR5-delta32 em ambas as cópias do gene ficam altamente resistentes às cepas de HIV que usam o receptor CCR5 para entrar nas células. Porém, essa resistência não é absoluta, porque existem variantes do HIV que usam outro receptor (CXCR4). Portanto, mesmo nesses casos, não se pode dizer que sejam completamente imunes.

Em resumo:

  • Sim, uma pessoa considerada curada ou em remissão pode, em teoria, voltar a contrair HIV.
  • A proteção depende do tipo de tratamento recebido e da variante do vírus.
  • Até hoje, não existe uma vacina ou cura que torne uma pessoa totalmente imune ao HIV. Os casos de cura são excepcionais e não representam uma imunidade universal.

 



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