Sim. Em princípio, sim.
Os cerca de 13 casos amplamente divulgados de remissão ou cura do HIV (o número pode mudar à medida que novos casos são confirmados) não significam que essas pessoas se tornaram imunes ao vírus.
Na maioria desses casos:
- A pessoa foi considerada em remissão de longo prazo ou, em alguns casos, funcionalmente curada, porque não há vírus detectável sem tratamento.
- Muitas receberam um transplante de células-tronco de doadores com uma mutação genética rara (CCR5-delta32), procedimento feito para tratar cânceres do sangue, não o HIV em si.
- Isso não garante proteção contra uma nova infecção. Dependendo da cepa do HIV e das circunstâncias, elas ainda podem ser reinfectadas.
Há uma exceção importante:
- Pessoas que receberam células com a mutação CCR5-delta32 em ambas as cópias do gene ficam altamente resistentes às cepas de HIV que usam o receptor CCR5 para entrar nas células. Porém, essa resistência não é absoluta, porque existem variantes do HIV que usam outro receptor (CXCR4). Portanto, mesmo nesses casos, não se pode dizer que sejam completamente imunes.
Em resumo:
- Sim, uma pessoa considerada curada ou em remissão pode, em teoria, voltar a contrair HIV.
- A proteção depende do tipo de tratamento recebido e da variante do vírus.
- Até hoje, não existe uma vacina ou cura que torne uma pessoa totalmente imune ao HIV. Os casos de cura são excepcionais e não representam uma imunidade universal.
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